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Como lidar com conflito de gerações

Atualizado: Fev 19


Com tantas diferentes gerações no mesmo ambiente de trabalho é comum que hajam conflitos, mas, quando estes são bem administrados, é possível torná-los positivos. O primeiro passo para entender como contornar essa situação, é entender todos esses perfis e as suas particularidades.

Tradicionalistas (1928- 1945): Essa é a geração menos comum de se encontrar nas empresas, já que essas pessoas tem idade avançada. De forma geral, as pessoas dessa geração optam pela comunicação cara a cara e gostam de ter uma agenda ou memorando na mão. Eles são conhecidos por sua lealdade à empresa e normalmente trabalham na mesma empresa durante toda a sua carreira.


Baby Boomers (1946 - 1964): Essa geração dá valor a interações pessoais, por isso, eles preferem se reunir em uma sala de conferências do que participar de uma chamada em conferência, por exemplo. Às vezes, podem ser menos favoráveis ​​a políticas de trabalho flexíveis, pois na maioria de suas carreiras eles não tinham a tecnologia disponível para trabalhar remotamente. Normalmente valorizam muito o crescimento profissional. Eles costumam ser metódicos, entendem liderança como uma forma de controle e são bastante resistentes às mudanças. Logo, a tecnologia pode ser uma grande barreira para esse grupo. São funcionários assíduos e apreciam estabilidade, por isso, passam muitos anos nas empresas e, na maioria das vezes, no mesmo cargo.


Geração X (1965 - 1979): Eles querem menos supervisão e capacidade de começar a trabalhar. A geração X quer mais espaço físico e psicológico para trabalhar. Eles costumam se considerar independentes, auto-suficientes e fora do comum. Normalmente buscam um equilíbrio entre a vida profissional e a pessoal e costumam trabalhar em prol dos objetivos da empresa, porém são bastante inseguros em perder o trabalho para a Geração Y (os millennials). Essa foi a primeira geração a pensar que “a empresa não é tudo”. Para eles, as hierarquias são menos rígidas, mas ainda importam.


Geração Y ou Millennials (1980 - 1995): Essa geração prefere enviar e-mail ou texto do que atravessar a sala para conversar com alguém. Sua ênfase está na eficiência e facilidade. A geração do milênio cresceu em uma época em que as crianças recebiam muito mais atenção e treinamento. trata de pessoas mais informais e imediatistas, o que faz com que não permaneçam muito tempo em uma empresa e não gostem de se envolvam em projetos de longo prazo. O trabalho, para eles, precisa dar prazer, mas não pode comprometer a vida pessoal. Para esse grupo, trabalhar de maneira informal, com muitos desafios, flexibilidade e tecnologia seria o ideal. Eles são informais e, por isso, uma hierarquia rígida lhes parece desinteressante. São globalizados e a mentalidade é de que a organização precisa se adaptar ao indivíduo, e não o contrário.


Geração Z (1996 - ): Eles acham a tecnologia essencial para a comunicação. Eles são a geração mais diversificada da história e se inclinam para comunidades e políticas mais inclusivas nas empresas.

Como nasceram em um mundo muito conectado, a geração Z tem conectividade espontânea com o mundo virtual. Nasceram com a tecnologia em alta e não conhecem o mundo sem ela, por isso, fazem uso do recurso não apenas para trabalhar, mas para viver. Muitos desses jovens já estão iniciando sua carreira profissional nas empresas por meio de estágios. Por cultivarem relações extremamente superficiais, é desafio da gestão da empresa pensar em como as relações de trabalho vão se dar com a entrada dessa geração no mercado de trabalho.

Com relação a algumas habilidades específicas, também conseguimos ver diferenças entre as gerações.

Estilo de comunicação: Os baby boomers são vistos como mais "reservados", enquanto as gerações y e z tendem a gostar meios mais colaborativos de interação. Isso é consistente com alguns estudos que mostram que a geração do milênio, em geral, se relaciona muito melhor a um estilo de gerenciamento de coaching do que a uma abordagem autorizada de cima para baixo mais tradicional.

Adaptação à mudança: As gerações x e y geralmente vêem a mudança "como um

veículo para novas oportunidades" enquanto a geração z simplesmente está acostumada a mudar e espera isso no local de trabalho.

Habilidades técnicas: Como é de se esperar, os boomers e a geração x gostaram de aprender por meio de cursos tradicionais ministrados por instrutores ou ferramentas de auto-aprendizagem, enquanto a geração Y prefere uma abordagem colaborativa e centrada na tecnologia.



Agora que já entendemos quais são as gerações e algumas características básicas sobre isso, vamos a algumas dicas sobre como lidar com essa situação.

1. Entenda o potencial de cada profissional

É importante compreender o potencial dos colaboradores e valorizá-los, de modo que as tarefas sejam direcionadas de acordo com o que cada um faz melhor.

À medida que você se torna mais sensível às peculiaridades de membros de diferentes gerações em seu escritório, compartilhe essas informações com seus colegas gerentes. Por exemplo, se você achar que é mais provável que os funcionários mais jovens pulem no emprego - e um estudo de 2016 relatou que 21% dos Millennials deixaram o emprego durante esse ano em comparação com apenas 7% dos funcionários mais velhos - verifique se seus colegas gerentes estão sintonizados com esse problema para que possam se apegar melhor aos funcionários mais jovens que não podem perder. Afinal, o nome do jogo é formar uma equipe mais forte, com melhor comunicação entre todos os gerentes e funcionários.

Mantenha-se aberto, mantenha-se informado, mantenha-se comunicativo, e os funcionários que você gerencia ficarão mais satisfeitos e eficazes, independentemente da idade.

2. Respeite as diferenças

É preciso saber respeitar as diferenças, sem tentar impor conceitos com os quais os funcionários não concordem. Dessa forma, fica mais fácil evitar o conflito entre as gerações.

Como já sugerimos, um dos maiores erros que você pode cometer como gerente quando se depara com problemas relacionados à idade é fingir que a geração do funcionário não é um problema. A chave é se familiarizar com a idade e a personalidade do trabalho e ajustar sua abordagem de acordo. O que funcionará ao lidar com, digamos, um funcionário de 25 anos com problemas de motivação e um funcionário de 45 anos que se tornou complacente depois de décadas no mesmo escritório não serão os mesmos.

Compreender de onde vêm diferentes pessoas pode ajudá-lo a adaptar seu tom, linguagem falada e linguagem corporal. Não trate as pessoas de maneira diferente - basta se comunicar da maneira mais clara possível, dependendo de quem está recebendo.

3. Relacione-se bem com todas as gerações

O líder deve relacionar-se bem com todas as gerações, pois ele procura ser seguido e respeitado para que o trabalho flua melhor. Além disso, como as equipes nem sempre serão formadas por profissionais de uma mesma geração, é importante estimular o trabalho em equipe e ter uma boa relação com os liderados. Para isso, contar com uma boa área de recursos humanos é essencial.

O diálogo ainda continua sendo a melhor forma de administrar o conflito de gerações. Por isso, é preciso encontrar uma cultura que valorize todas elas para que os funcionários consigam entender a diversidade e a importância de cada um para a empresa. Trocar ideias é fundamental nessas horas. Garantir que todos sejam mantidos atualizados sobre os desenvolvimentos mais recentes pode eliminar possíveis confusões e neutralizar possíveis conflitos decorrentes de diferenças de idade.

4. Crie oportunidades para orientação entre gerações

Programas de orientação inversa ou recíproca, que combinam trabalhadores mais jovens com executivos experientes para trabalhar em objetivos de negócios específicos que geralmente envolvem tecnologia, são cada vez mais predominantes em muitos escritórios. "A pessoa mais jovem - que cresceu com a Internet - ensina a pessoa idosa sobre o poder das mídias sociais para gerar resultados de negócios". Enquanto isso, o funcionário mais experiente compartilha conhecimento institucional com o trabalhador mais jovem. As equipes de trabalho com idades variadas são outra maneira de promover a orientação entre gerações. "Os estudos mostram que os colegas aprendem mais uns com os outros do que com o treinamento formal, e é por isso que é tão importante estabelecer uma cultura de treinamento entre as faixas etárias". Nas equipes de idades mistas, os relacionamentos de mentoria se desenvolvem mais naturalmente. As pessoas mais velhas têm maior probabilidade de assumir o papel de mentoras e ajudar os jovens funcionários. Enquanto isso, os jovens geralmente acham mais fácil receber conselhos de um trabalhador experiente do que de um de seus colegas.

Essas são algumas dicas para lidar com colaboradores de diferentes gerações dentro da sua corporação. No treinamento Farol, nosso curso sobre liderança e cultura organizacional, você vai poder entender como aplicar todas essas técnicas no seu time e conseguir extrair o melhor de cada pessoa. Quer mais informações sobre isso? É só nos mandar um e-mail pelo formulário abaixo.

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Esse post é uma criação de Ana Uriarte. Por aqui, ela é a responsável pela curadoria de todos os conteúdos dos nossos canais. Para conhecer um pouco mais da Ana, é só clicar aqui.


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