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Comunicação Não Violenta nas organizações

A Comunicação Não Violenta é uma abordagem para se relacionar de uma maneira mais autêntica e verdadeira com as pessoas. Ou seja, a ideia aqui é que podemos iniciar conversas transformando nossas intenções iniciais para criarmos conexão com o outro, ou seja, “desligando” o modo de ataque ou defesa que aprendemos a utilizar ao longo da vida e permitindo que nossas vulnerabilidades sejam mostradas.


Além dos óbvios resultados no bem estar do seu time, existem resultados positivamente técnicos quando uma equipe tem uma postura de confiança e comunicação clara, esses são alguns desses resultados:

Segundo Marshall Rosenberg, autor do livro “Comunicação Não Violenta” e desenvolvedor dos principais estudos sobre o tema, comunicar-se de forma positiva significa prestar atenção nesses quatro pilares:

  • Consciência: conjunto de princípios para uma vida com mais compaixão, colaboração, coragem e autenticidade.

  • Linguagem: entender como as palavras contribuem para conectar ou distanciar.

  • Comunicação: saber como pedir o que queremos, como ouvir os outros, mesmo quando há discordância, e como encontrar soluções boas para todos.

  • Meios de influência: dividir o poder com os outros ao invés de utilizar o poder sobre os outros.

A forma como normalmente nos comunicamos é extremamente agressiva e basicamente em uma comunicação defensiva, onde as pessoas que estão ali envolvidas apenas não querem "sair como errados". Com isso, acabam não investindo tempo e esforço em entender o lado do outro. Mudando essa abordagem, é possível criar um espaço para conexão que nos permite enxergar tanto as nossas necessidades não atendidas, quanto as da outra pessoa


Um comentário comum de quem começa a entender a CNV é falar: Mas eu não sou uma pessoa violenta! É importante aqui ressaltar que a comunicação tem dois pilares principais: forma e conteúdo. Muitas vezes o que você está falando (conteúdo), não é agressivo. Mas a forma como você se expressa (forma) é estremante agressiva. E, por si só, isso já é uma linguagem violenta. A ideia da Comunicação Não Violenta é justamente para isso: entender o que estamos sentindo e conseguir comunicar isso para o outro de uma forma clara e não agressiva.


Existem alguns passos básicos para você aplicar e exercitar a CNV no seu dia a dia. Essas ações têm tudo a ver com um processo de tomada de consciência interna (do que está acontecendo dentro de mim) e externa (o que está acontecendo com o outro) e depois disso, tentarmos resolver o que tiver que ser resolvido dos nossos conflitos. Os passos são os seguintes:


1. Observação: Aqui a ideia é entender em que situação estamos inseridos. E vale observar tudo: quem está envolvido nessa comunicação, que canal está sendo usado, que interpretações a outra pessoa pode fazer sobre o que estamos falando etc! É importante ressaltar aqui que não se deve colocar nenhum pré julgamento nisso. Nada de pensar "Essa pessoa está atrasada para a reunião, como sempre!".


2. Sentimentos: Depois de observar o que causou o conflito, podemos nos voltar para nós mesmos, percebendo e identificando os sentimentos que estão sendo aflorados dentro de nós a partir das atitudes da pessoa.

Um ponto importante aqui é: normalmente nós temos dificuldades de identificar os nossos sentimentos e fazemos uma divisão como: feliz x triste. Mas na verdade, a nossa lista de sentimentos é muito maior: tristeza, frustração, animação, ansiedade, alivio, preocupação, tensão...


3. Necessidades: Depois de entender como aquela situação te fez sentir, é o momento de pensar como esse sentimento pode ser suprido. Se estamos nos sentindo frustrados, qual foi a necessidade que não foi atendida e que gerou essa frustração?


Comunique suas necessidades se responsabilizando por elas, por exemplo, em vez de dizer “estou irritada porque vocês não lavam a louça” você pode entender quais necessidades suas não estão sendo atendidas e comunicá-las “estou irritada porque eu estou cansada e gostaria de chegar em casa e encontrá-la limpa.


4. Pedido: Agora é o momento de embalar os três primeiros passos e comunicar isso para a outra pessoa. Muitas vezes isso pode ser difícil pois não sabemos o que queremos ou até mesmo temos receio de receber um “não” como resposta. A Comunicação Não Violenta é um convite para termos conversas corajosas. é claro que é muito mais gostoso quando as pessoas adivinhem o que estamos precisando mas é injusto esperar isso delas sempre.

Para que um vínculo de confiança se estabeleça precisamos comunicar nossas necessidades e pedidos de maneira que as outras pessoas tenham clareza sobre como poderiam enriquecer nossas vidas.


Trouxemos aqui alguns exemplos práticos de substituições que podem ser úteis para qualquer organização:

Algumas outras dicas que podem ajudar nesse processo são:

  • Antes de responder qualquer coisa, descubra pontos em comum com aquela pessoa. Você estaria irritado se estivesse em sua posição?

  • Não tenha medo de ser vulnerável. É isso que faz as pessoas se conectarem com você. Evite tentar manter a imagem de controlador a qualquer custo.

  • Não julgue a si mesmo. Quando errar, aprenda com isso e tente melhorar.

  • Expresse plenamente a sua raiva. Sim! Quando tentamos extinguir a raiva, a primeira ação é culpar os outros, o que, como vimos acima, não é positivo. Por isso, tome quatro passos: pare e respire, identifique os pensamentos cheios de julgamento, entenda suas necessidades e expresse-as para a outra pessoa.

  • Expresse apreciação apenas para celebrar. Afinal, elogiar também é julgar, mesmo que de forma positiva. Celebre a necessidade que foi atendida e expresse gratidão por isso. Assim, oferecemos louvor sem passar a sensação de que somos superiores.

  • Quando receber ataques, acalme-se antes de responder. Avalie a situação sob o ponto de vista do interlocutor e reformule sua resposta. Os conflitos no ambiente de trabalho se dão muito pelo impulso em se defender de ataques, o que acaba resultando em uma situação pior.

Para finalizar, é importante lembrar de um ponto essencial: Muito mais do que uma técnica ou metodologia, a Comunicação Não Violenta é uma filosofia de vida. A ideia aqui não é que em toda conversa você fale "Calma, deixe eu pensar nos quatro passos da CNV antes de te responder!", mas sim que você entenda cada um desses passos e que isso se torne normal no seu dia a dia. Vão sim existir momentos específicos (como antes de um feedback, por exemplo) que vale fazer um esforço e colocar a situação no passo a passo. Mas a ideia aqui é tornar a CNV sempre parte da sua comunicação.


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Quer entender melhor como o seu time pode desenvolver a Comunicação Não Violenta? Temos um Workshop voltado para isso! Entre em contato conosco através de contato@escolahappen.com.br

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Esse post é uma criação de Ana Uriarte. Por aqui, ela é a responsável pela curadoria de todos os conteúdos dos nossos canais. Para conhecer um pouco mais da Ana, é só clicar aqui.

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