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O Papel do RH na crise do Covid - 19

Já não é de hoje que tenho falado em sala de aula sobre a importância do RH na estratégia da organização: desde acompanhar o planejamento estratégico a se manter presente em reuniões dos executivos e propor soluções para a Gestão de Pessoas trazer resultados efetivos. Hoje, diante de uma das maiores crises econômicas previstas – e já sentidas – com as consequências devastadoras da COVID-19 no mundo, como está o profissional de RH? Qual o papel desse parceiro de negócios?


O RH já possui algumas “marcas registradas”, ou mesmo “fama” dentro das organizações. Quando um funcionário é demitido, é ao RH que ele deve comparecer. Para falar sobre seu pagamento, para receber treinamentos, para participar de seleções, para registrar seu ponto... O RH mantém essa relação direta com os colaboradores da organização a ponto de ser, em muitos casos, o mediador de conflitos destes com sua Organização.


Além disso, o RH deve estar atento a toda atualização de legislação, principalmente no âmbito trabalhista. Meados de Março e início de Abril tivemos quase que diariamente Medidas Provisórias do Governo Federal que transformam as relações de trabalho em flexibilizações em prol do decreto de estado de calamidade pública, onde empregado e empregador abriram mão de direitos e deveres na tentativa de manutenção de seus empregos. O que surgiu diante disso? Dúvidas e mais dúvidas, insegurança dos colaboradores, departamento pessoal e contabilidade sobrecarregados, gestores, pequenos e médios empresários sem conseguir “fechar a conta” da folha de pagamento. O RH está inserido nesse contexto.


Outro ponto importante de toda essa reflexão é o estado emocional em que esse RH se encontra: vendo bons profissionais saindo da organização não por motivos de desempenho, de não estar mais agregando resultados à organização e nem pelos motivos já conhecidos de desligamento. Mas, por ver os bons indo embora por conta de algo que foge totalmente do nosso controle. Inteligência emocional, tema tão tratado nos últimos tempos, também deve fazer parte da rotina e do papel do RH nas organizações.


Já que falamos em adaptação e flexibilidade, como os RHs que ainda não tinham vivência de home office (ou trabalho remoto, ou ainda teletrabalho como fala nossa legislação) estão convivendo com isso? Como gerir pessoas se elas não estão no ambiente físico da Organização? Seja para monitorar, avaliar, sentir o clima, treinar ou até mesmo demitir, o RH, mais do que nunca, terá a tecnologia como aliada nesse processo e por mais distante fisicamente que esteja das pessoas, vai precisar estar ainda mais conectadas a elas. Proporcionar às pessoas – mesmo que de forma adaptada – o suporte e os benefícios que ela receberia se estivesse no local físico: subsidiar a internet, fazer delivery de brindes como ovos de páscoa e lembrança do dia do trabalhador etc.


A comunicação assertiva também faz parte do papel desses profissionais, até mesmo na orientação dos líderes quanto à transparência nos comunicados internos, principalmente dos que tratam do futuro da organização. Os gestores não podem fingir que está tudo bem, mas também não devem comunicar qualquer cenário ruim e que deixe os colaboradores receosos. É importante ser objetivo e simples, caso contrário, a credibilidade é perdida.


Aquele velho clichê de que “diante das crises podemos encontrar oportunidades” também é válido quando pensamos no RH diante desse cenário. Esse é o momento de fazer uma autoavaliação e tentar enxergar em si quais são suas competências potenciais. Além disso, se perguntar também: “quais competências profissionais, como profissional da área, preciso desenvolver?” O RH com papel estratégico parte do princípio de utilizar suas competências para agregar resultados à organização. Começamos, a partir daqui entender como esse gestor de gente vai lidar com suas competências e como vai lidar com os desafios da crise para fortalecer sua organização. Além disso, como ele conduzirá a gestão das mudanças de sua organização.


Cuidar das pessoas que integram uma organização nunca foi algo tão importante — e necessário diante do cenário atual. O RH se divide em suporte aos gestores – no âmbito estratégico – e precisa estar ligado a todas as pessoas, na busca constante de atender às necessidades de todos, de manter a organização viva e crescendo na medida do possível, para tentar reparar a perca de talentos importantes – até mesmo identificando novos talentos antes não reconhecidos. É tempo de reflexão, mas também de ação, renascimento, de oportunidade e de impulsionar o crescimento das pessoas e da Organização.

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Esse post é uma criação de Marianna Pontual Dias, ela é Docente universitária e Consultora de RH. Para conhecer um pouco mais de Marianna, é só clicar aqui.

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