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Vulnerabilidade: Força ou Fraqueza?

O que te vem à mente quando você pensa na palavra “vulnerabilidade”?

Provavelmente situações relacionadas a fraqueza ou fragilidade, né? Essa percepção vem desde a etimologia da palavra, que vem do latim e significa “o que pode ser ferido ou atacado”.

Por essa ótica, somos tentados a pensar que situações de vulnerabilidade devem ser sempre evitadas, concorda? Porém, vamos dar uma olhada mais cuidadosa: será que, a partir da vulnerabilidade, podemos desenvolver habilidades ou situações positivas?


Tradicionalmente somos ensinados a agir com o oposto da vulnerabilidade: temos dificuldade em admitir um erro, dificuldade em falar que não sabemos de alguma coisa e até dificuldade de pedir ajuda.

Concorda comigo que todas essas são ações que, diretamente, demonstram uma certa vulnerabilidade?


Mas a realidade mostra que essa habilidade está totalmente conectada com outras skills importantes: quando falamos de criatividade, por exemplo, é a partir de um pensamento vulnerável (o famoso “e se…”) que as ideias mais inovadoras se desenvolvem. Brené Brown, uma das maiores porta vozes do tema, fala: “A vulnerabilidade é a maternidade da criatividade e da inovação”! Quando pensamos em CNV (Comunicação Não Violenta), o primeiro passo (empatia) também está diretamente relacionado com estar aberto para entender a visão do outro sobre um assunto ou situação.


A revista Trip fez recentemente uma entrevista com Brené e uma das respostas mais interessantes foi a seguinte:

Tpm: "Em A Coragem para liderar e no programa da Netflix, você fala bastante sobre vulnerabilidade. Por que é tão difícil reconhecer essa característica e encará-la como algo positivo?"

Brené Brown: “Vulnerabilidade é definida como algo incerto, arriscado e que te expõe emocionalmente. Mas, na verdade, ela é positiva. É dela que nascem emoções importantes que vivenciamos como humanos, como o amor. Isso é a base para se ter coragem. Em um mundo cheio de problemas complexos e possibilidades intermináveis, precisamos de líderes corajosos, de uma cultura da coragem. E só chegaremos lá quando aceitarmos e usarmos nossa vulnerabilidade. O ser humano é vulnerável. Não existe nenhuma pessoa que nunca experimentou emoções como ter incerteza, sentir que está em risco e com medo de exposição.”

Agora que já entendemos a importância da pauta, vamos a uma outra reflexão: O quanto nossas empresas estão preparadas para criar um ambiente que permita a vulnerabilidade? Será que a criatividade pode ser estimulada em um ambiente rígido e sem espaço para erros e aprendizados?


É importante perceber que essa é uma reflexão individual mas que deve ter ações coletivas. Por exemplo, que tal criar situações no dia a dia onde seu time possa se expor de forma segura para apresentar uma nova ideia? Ou como parabenizar os aprendizados (que acontecem a partir do erro) assim como bonificamos os acertos?


Ou seja, como criar um espaço de confiança onde as pessoas se sintam cada vez mais confortáveis para expor suas vulnerabilidades e desenvolver outras habilidades a partir desse sentimento.


Ai vai um exercício para praticar a sua vulnerabilidade a partir de agora: quando estiver conversando com outras pessoas, faça perguntas para as quais você ainda não sabe a resposta. É extremamente comum que tenhamos medo de sair da nossa zona de conforto e perguntar algo sobre um tema desconhecido, mas esse exercício abre um espaço criativo onde você é obrigado a se manter humilde e desenvolver o olhar de aprendizado.


Por fim, se você quiser entender mais sobre como criar um ambiente organizacional saudável, vale conferir o nosso texto sobre Comunicação Não Violenta aqui.


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Quer entender como a Happen pode ajudar a desenvolver a Inteligência Emocional do seu time? Só falar conosco através de contato@escolahappen.com.br

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Esse post foi desenvolvido por Ana Uriarte. Por aqui, ela é a responsável pela curadoria de dos nossos conteúdos. Para conhecer um pouco mais da Ana, é só clicar aqui.

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